Papel térmico
Papel com uma camada sensível ao calor que escurece onde a cabeça de impressão quente encosta — sem tinta, sem cartucho, mas a impressão desbota com o tempo.
A superfície traz um corante leuco incolor e um ácido fraco (revelador) em camadas microscópicas separadas. O calor os funde, o corante muda de forma e fica visível. Isso torna as impressoras térmicas diretas mecanicamente simples — sem fita, sem toner —, mas a impressão é perecível: calor, luz, gordura e plastificantes de capas plásticas a apagam aos poucos, e é por isso que recibos antigos ficam em branco.
O revelador mais comum foi por muito tempo o bisfenol A (BPA), o mesmo composto da polêmica dos plásticos; a UE o restringiu em papel térmico em 2020, e os fabricantes passaram para o BPS e outros, que são pelo menos tão contestados. O papel foi inventado pela NCR e pela Texas Instruments por volta de 1965 e está em todo caixa, maquininha de cartão e totem de senha.