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Manchester Mark 1

Hardware Svenska → Atualizado: 2026-09-30

A máquina que nasceu do Baby e a primeira do mundo capaz de recalcular um endereço enquanto o programa rodava.

O Baby existiu para provar que um tubo de raios catódicos conseguia guardar bits. Resolvida essa questão, Freddie Williams e Tom Kilburn construíram uma máquina de verdade em torno do tubo: uma versão intermediária funcionando em abril de 1949 e a definitiva em outubro. As palavras tinham 40 bits, a memória rápida era um punhado de tubos Williams e, atrás deles, havia um tambor magnético com as partes do programa que não eram necessárias naquele instante. Isso faz dela a primeira hierarquia de memória de dois níveis — e, portanto, a origem de um problema com o qual todo projetista de cache convive desde então.

A verdadeira novidade foi a B-line. Um registrador de índice, cujo conteúdo é somado ao endereço da instrução antes de acessar a memória, permite que uma única instrução percorra um array inteiro, em vez de obrigar o programa a reescrever os próprios endereços entre as passadas. Todo mundo escrevia código automodificável antes disso; quase ninguém precisou depois.

A Ferranti construiu a versão comercial, o Ferranti Mark 1, entregue em fevereiro de 1951 e, portanto, o primeiro computador de uso geral que qualquer um podia simplesmente comprar. Alan Turing escreveu o manual do programador, Christopher Strachey o fez jogar damas e escrever cartas de amor, e Max Newman o usou para caçar primos de Mersenne — mais ou menos a mistura de utilidade e diversão que os computadores entregam até hoje.

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