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Delilah

Segurança Svenska → Atualizado: 2026-10-05

O embaralhador de voz portátil de Turing: quarenta quilos em vez das cinquenta toneladas do SIGSALY, terminado a tempo de a guerra acabar.

Depois de Bletchley Park, Alan Turing foi em 1943 para Hanslope Park, onde ele e o engenheiro Donald Bayley construíram um sistema para cifrar a fala. O nome veio da Dalila bíblica, "a enganadora dos homens". Turing havia inspecionado o SIGSALY, da Bell Labs, numa visita aos Estados Unidos e sabia tanto o que era possível quanto o que custava em espaço, energia e toneladas.

O projeto amostrava o sinal de voz, quantizava a amplitude e somava um fluxo de chave módulo um: uma sequência pseudoaleatória gerada por multivibradores que operavam em taxas mutuamente incomensuráveis, controlados por rotores ajustados antes da chamada. Era na prática uma cifra de fluxo aplicada a áudio e, ao contrário do SIGSALY, dispensava um disco de vinil como chave física. Tudo cabia em duas caixas e podia viajar num jipe.

A demonstração de março de 1945 funcionou: a gravação de um discurso de Churchill entrou, saiu cifrada e foi reconstruída de forma inteligível na outra ponta. E aí não aconteceu nada. A guerra acabou, o sistema havia sido feito para rádio ponto a ponto e não para linhas telefônicas, e ninguém encomendou nenhum. Delilah é o único hardware que Turing levou do projeto até um protótipo funcional.

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