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Computador analógico

Hardware Svenska → Atualizado: 2026-09-28

A máquina que não calcula, e sim imita: a grandeza é uma tensão ou um eixo girado, e a resposta é lida como uma medida.

Uma máquina digital representa o número 3,7 como um padrão de dígitos. Uma máquina analógica o representa como 3,7 volts, ou uma roda girada 3,7 voltas. Calcular vira física. Um integrador é uma roda de atrito que roda sobre um disco giratório. Uma soma é dois eixos entrando em uma engrenagem diferencial. Uma equação diferencial é resolvida por um aparelho cujo próprio comportamento obedece a essa mesma equação — sem busca de instrução, sem clock: a resposta simplesmente aparece e continua aparecendo enquanto se gira o botão.

Antes de 1950, praticamente toda solução séria de equações diferenciais era analógica: as máquinas de maré de Kelvin, o analisador diferencial de Bush, os computadores de controle de tiro nas torres de navios de guerra e nos submarinos. Depois da guerra, as máquinas passaram a ser construídas com amplificadores operacionais em vez de engrenagens — o componente tem esse nome justamente porque realizava uma operação matemática. Simuladores de voo e modelos de usinas elétricas ainda rodavam em analógico até os anos 1970.

O que os matou não foi a velocidade. A precisão empacava em torno de um décimo de por cento por melhor que se construísse, porque o erro é físico e não dá para corrigir acrescentando um dígito. Reprogramar significava religar cabos à mão. E duas execuções do mesmo problema nunca davam exatamente a mesma resposta. As máquinas digitais eram mais lentas no início, mas repetíveis — e repetibilidade venceu.

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