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Analisador diferencial

Hardware Svenska → Atualizado: 2026-09-28

Um conjunto de eixos e engrenagens do tamanho de uma sala que resolvia equações diferenciais executando-as fisicamente — computando em rotações, e não em dígitos.

Vannevar Bush construiu o primeiro no MIT, em 1931. O coração é o integrador de roda e disco, mecanismo emprestado das máquinas de previsão de marés do século XIX: uma rodinha se apoia em um disco giratório, e sua distância ao centro define a razão. Se essa distância é controlada por uma grandeza, o mecanismo a integra continuamente, sem nunca representar um número. Seis integradores acoplados por eixos resolviam equações que levariam semanas à mão.

Programar significava desmontar a máquina. Reconfigurá-la para um novo problema levava uns dois dias conectando eixos fisicamente na ordem exigida pela equação. A precisão era limitada a poucos algarismos significativos por folga e escorregamento, o problema fundador da computação analógica: o erro é indistinguível do sinal.

O Laboratório de Pesquisa Balística do Exército, em Aberdeen, adquiriu uma cópia para calcular tabelas de tiro — exatamente a carga de trabalho que justificaria construir o ENIAC poucos anos depois. Claude Shannon foi o estudante de pós-graduação que reconfigurava a máquina do MIT, e a fiação dos circuitos de controle lhe deu o tema da dissertação de mestrado sobre álgebra booliana em redes de relés. Douglas Hartree, em Manchester, construiu em 1934 um analisador funcional com Meccano por cerca de vinte libras.

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