Steam
Criada para que ninguém precisasse baixar patches na mão, virou a loja que os jogos de PC não conseguem contornar.
A Valve lançou a Steam em 2003 por motivos puramente práticos: o Counter-Strike precisava de atualizações frequentes e os donos de servidores não davam conta. Quando o Half-Life 2, dois anos depois, exigiu a Steam até para jogar sozinho, a reação foi furiosa — os jogadores a descreveram como proteção anticópia disfarçada de serviço. Dez anos mais tarde, a mesma plataforma era o jeito padrão de comprar jogos de PC.
A loja fica com cerca de trinta por cento de cada venda, fatia que já foi parar nos tribunais e é criticada pelas publicadoras, embora poucas tenham conseguido montar uma alternativa para a qual os jogadores realmente se mudem. Em volta da loja, a Valve foi empilhando recursos de comunidade: a Workshop para mods, o Acesso Antecipado para jogos inacabados, reembolsos e a camada de compatibilidade Proton, que faz jogos de Windows rodarem no Linux.