Autodesmagnetização
Um meio magnetizado cria um campo interno que luta contra si mesmo — o muro que travou a gravação longitudinal.
A magnetização de um meio gera um campo desmagnetizante interno, que aponta contra a própria magnetização. Ele é mais forte justamente nas transições entre bits, onde duas regiões magnetizadas em sentidos opostos se encontram. Quanto mais próximas as transições, mais os bits vizinhos empurram uns aos outros.
Na gravação longitudinal (LMR), em que a magnetização fica no plano do disco, isso virou um muro: os bits começaram a se apagar mutuamente quando a densidade se aproximou de algumas centenas de gigabits por polegada quadrada. A gravação perpendicular (PMR), comercializada em 2005–2006, "levantou" a magnetização para fora do plano, de modo que o campo desmagnetizante passou a estabilizar transições densas em vez de dissolvê-las. Foi essa mudança de geometria que manteve o disco rígido crescendo.