Fotocompositora
Máquina de composição que expõe as letras com luz em papel ou filme fotográfico, em vez de fundi-las em chumbo — a ponte entre o metal quente e a impressão digital.
A partir dos anos 1950, a fotocompositora substituiu as máquinas de metal quente, como a Linotype. Os primeiros modelos guardavam os caracteres num disco ou tambor de vidro giratório; um flash de luz atravessava o caractere certo e era projetado por uma lente sobre papel fotossensível, com o tamanho do tipo ajustado opticamente. Sem chumbo derretido, sem matriz física — só luz e química.
As máquinas de terceira geração (a Linotron, depois a Linotronic) passaram a desenhar cada caractere ponto a ponto com um tubo de raios catódicos ou laser, tornando-se puros processadores de imagem raster. Quando a Adobe ligou o PostScript à Linotronic 300, em 1985, junto com a LaserWriter da Apple, nasceu a editoração eletrônica: a mesma descrição de página podia ser provada na impressora a laser e finalizada em alta resolução na fotocompositora. Mais tarde, jato de tinta e laser em grande formato dispensaram a etapa do filme.