Khufu e Khafre
O par de cifras de bloco de Ralph Merkle, da Xerox, batizadas com nomes de faraós e publicadas apesar de a NSA ter pedido, educadamente, que não fossem.
Merkle as projetou no Xerox PARC por volta de 1989 como alternativas mais rápidas ao DES. Ambas usam blocos de 64 bits. O Khufu deriva suas S-boxes da chave, o que as mantém ocultas do atacante ao custo de uma preparação cara; o Khafre usa tabelas fixas e serve quando as chaves mudam com frequência. As tabelas dependentes da chave reapareceram poucos anos depois no Blowfish.
A Xerox pediu patente, e a NSA pediu à empresa que não publicasse o artigo — pedido que a Xerox, com contratos do governo em jogo, acatou. Alguém que tinha uma cópia a postou no newsgroup sci.crypt em 1989 mesmo assim. Henri Gilbert e Pascal Chauvaud apresentaram em 1994 um ataque diferencial ao Khufu de 16 rodadas, embora exija uma quantidade impraticável de textos claros escolhidos.