Léxico de TI › Segurança › Guerras da Criptografia

Guerras da Criptografia

Segurança Svenska → Atualizado: 2026-09-28

A disputa dos anos 1990 sobre se pessoas comuns podiam usar criptografia forte — vencida pelos criptógrafos, e reiniciada a cada dez anos, mais ou menos, desde então.

Até meados dos anos 1990, os Estados Unidos classificavam criptografia de chaves longas como material bélico. Softwares para exportação eram limitados a chaves de 40 bits, o chip Clipper deveria dar às autoridades uma chave reserva, e tanto Phil Zimmermann quanto Daniel Bernstein acabaram em processos judiciais. A oposição veio dos cypherpunks, da academia e, por fim, da própria indústria, que não conseguia vender e-commerce seguro com chaves capadas.

As regras foram flexibilizadas entre 1996 e 2000. Mas as cifras enfraquecidas continuaram no código: em 2015, FREAK e Logjam mostraram que servidores e navegadores ainda podiam ser enganados e rebaixados ao nível de exportação, vinte anos depois. O debate volta sob novos nomes — acesso excepcional, varredura no lado do cliente — com argumentos técnicos essencialmente iguais.

← Voltar ao léxico