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kfm

Infraestrutura Svenska → Atualizado: 2026-10-09
Mais informações
Criado por
Torben Weis
Lançamento
Proprietário
KDE
Tipo
Gerenciador de arquivos
Licença
GPL

O gerenciador de arquivos do KDE 1, que também era navegador, cliente FTP e a camada de ícones da área de trabalho — e cujo widget de HTML é o ancestral do KHTML e, portanto, do WebKit.

Torben Weis escreveu o kfm, o KDE File Manager, para os primeiros betas do KDE em 1997, e no KDE 1.0, no verão de 1998, era o programa em que se vivia. A janela tinha uma barra de endereço que aceitava file:, ftp: e http: do mesmo jeito, os diretórios apareciam como ícones e, ao clicar num link, o kfm renderizava a página sozinho, com sua própria biblioteca de HTML, a khtmlw. Era também o kfm que desenhava os ícones na área de trabalho e recebia o que era solto ali; sem o kfm, o KDE 1 era só o kwm e um painel. Os tipos de arquivo eram associados a programas por meio de tipos MIME e de arquivos .kdelnk, o precursor do KDE para o formato .desktop.

Ter gerenciador de arquivos e navegador na mesma janela era a ideia do momento — a Microsoft fez o mesmo com o Explorer e o Internet Explorer 4 em 1997 — e o KDE se agarrou a ela por mais tempo que qualquer outro. Quando o KDE 2.0 chegou, em outubro de 2000, o kfm cedeu lugar ao Konqueror, reescrito do zero em torno do sistema de componentes KParts, e a khtmlw já tinha virado KHTML. Foi o KHTML que a Apple escolheu em 2001 como base do Safari, de modo que um ramo da árvore genealógica do kfm vive hoje em todo navegador baseado em WebKit e Blink. O equivalente do GNOME na mesma época era o gmc, um Midnight Commander vestido de GTK, que teve uma vida pós-morte bem mais sem graça.

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