As programadoras do ENIAC
Seis mulheres receberam uma máquina sem manual e inventaram a profissão de programador pelo caminho.
Kay McNulty, Betty Jennings, Betty Snyder, Marlyn Wescoff, Fran Bilas e Ruth Lichterman saíram do grupo de computadores da Moore School — na época, um cargo de quem calculava tabelas de tiro de artilharia à mão. Em 1945 receberam a tarefa de fazer o ENIAC fazer o mesmo. Não havia linguagens de programação, nem documentação, e no início nem acesso à máquina: aprenderam com diagramas de fiação e desenhos lógicos.
Na demonstração pública de 14 de fevereiro de 1946, a trajetória saiu certa, em menos de um segundo. Os engenheiros que construíram a máquina foram citados na imprensa; as mulheres nos cabos foram por muito tempo tomadas por modelos contratadas para as fotos e não foram convidadas para o jantar comemorativo. Snyder — depois Holberton — escreveu o gerador de sort-merge do UNIVAC e participou do trabalho de padronização por trás do COBOL; Jennings, depois Bartik, liderou a conversão do ENIAC para operação com programa armazenado. O reconhecimento chegou nos anos 1990, após o trabalho de arquivo de Kathryn Kleiman.