Ambiente de desktop
O pacote que fica por cima do sistema de janelas: gerenciador de janelas, painel, gerenciador de arquivos, configurações, gerenciamento de sessão e um toolkit comum, para que o conjunto pareça um sistema só e não uma pilha de programas.
O X11 não veio com nada disso. O servidor desenhava janelas, o gerenciador de janelas punha molduras nelas, e o resto era montado à mão com Xresources e um .xsession. Cada fornecedor construiu sua própria camada por cima: DECwindows, o OpenWindows da Sun com o DeskSet, o VUE da HP, e em 1993 todos concordaram com o CDE, que na prática definiu o que o termo contém: um painel frontal, um gerenciador de arquivos, um sistema de ajuda, uma tela de login e um barramento de mensagens para os programas se encontrarem.
O mundo livre ganhou dois em menos de um ano: o KDE em 1996, porque Matthias Ettrich estava cansado de não haver dois programas com a mesma aparência, e o GNOME em 1997, porque o KDE usava uma biblioteca com licença não livre. O Xfce nasceu na mesma época como um clone do CDE em XForms. Fazer programas de um ambiente rodarem dentro do outro é a razão de existir do freedesktop.org: entradas de menu, temas de ícones, a bandeja do sistema e o D-Bus são todos tratados entre ambientes de desktop, e não partes de algum deles. Windows e macOS não têm uma palavra para isso, já que lá não dá para trocar.