Bomba kryptologiczna
A máquina polonesa que já lia o Enigma três anos antes da guerra, explorando o fato de que os alemães enviavam a chave da mensagem duas vezes.
Marian Rejewski a projetou no outono de 1938, no Biuro Szyfrów, em Varsóvia. Foram construídas seis unidades, uma para cada ordem possível dos três rotores. O procedimento alemão exigia que o remetente abrisse a mensagem com o ajuste de rotor escolhido, cifrado duas vezes — o que ligava a posição 1 à 4, a 2 à 5 e a 3 à 6. A máquina percorria as 17.576 posições de rotor possíveis em cerca de duas horas e parava ao encontrar uma fêmea — a mesma letra aparecendo nas duas pontas de um par, o que só acontece no ajuste correto.
Em 15 de setembro de 1938 os alemães mudaram o procedimento do indicador, e em dezembro acrescentaram os rotores IV e V. Sessenta ordens de rotor em vez de seis teriam exigido sessenta bombas. A Polônia não tinha nem o dinheiro nem o tempo para isso.
Em julho de 1939, na floresta de Pyry, perto de Varsóvia, os poloneses entregaram tudo o que tinham a britânicos e franceses: os métodos, os desenhos e duas réplicas do Enigma. A bombe de Turing era um projeto diferente — procurava por texto claro conhecido em vez de indicadores —, mas herdou o nome por inteiro.