Remailer anônimo
Um servidor que recebe e-mails, remove o remetente e repassa a mensagem — de modo que nem o destinatário nem o grupo de notícias vejam quem escreveu.
O tipo mais simples, como o anon.penet.fi, mantinha uma tabela de quem estava por trás de cada pseudônimo, o que o tornava tão anônimo quanto a disposição do operador de enfrentar um tribunal. Em 1992, os cypherpunks responderam com remailers que não guardavam registro algum: a mensagem era criptografada com PGP e enviada por uma cadeia de servidores, cada um conhecendo apenas o salto anterior e o seguinte.
O Mixmaster, de 1995, colocou em prática a pesquisa de David Chaum sobre redes de mixagem: as mensagens eram preenchidas até um tamanho fixo, seguradas e embaralhadas antes de sair, dificultando a análise de tráfego. Os remailers serviram a denunciantes, a grupos de apoio sensíveis na Usenet e a assediadores — o mesmo anonimato para todo mundo. As ideias sobrevivem no Tor, embora os remailers em si tenham praticamente silenciado.