Barra de título
A faixa no alto da janela, com o nome no meio e os botões nos cantos, que se arrasta para mover e que todo ambiente gráfico desde 1984 desenha de um jeito um pouco diferente para mostrar quem é.
O Macintosh definiu o padrão em 1984: caixa de fechar à esquerda, título no meio e listras horizontais para indicar a janela ativa. O Windows 1.0 pôs um menu de sistema à esquerda e minimizar e maximizar à direita, um layout que o Motif e o mwm tornaram o padrão do Unix. O NeXTSTEP tinha um botão de fechar em forma de X no canto direito já em 1989, seis anos antes de o Windows 95 transformar o X no que todo mundo espera. No X11, a barra de título não pertence ao programa, e sim ao gerenciador de janelas: ela é criada por reparenting e contém o que a janela gravou em WM_NAME, e é por isso que o mesmo programa parece totalmente diferente sob dois gerenciadores de janelas, e que o wm2 podia pôr a sua na vertical, descendo pela borda esquerda, sem pedir licença a ninguém.
O comportamento variou tanto quanto o visual. Um clique duplo maximiza no Windows e enrola a janela até sobrar só a barra de título no Mac OS 8 e na maioria dos ambientes Unix. Usuários de Unix aprenderam cedo a arrastar segurando Alt em qualquer ponto da janela, e os gerenciadores em mosaico eliminaram a barra de vez. Mais tarde ela sumiu de outro jeito: o Chrome desenhou suas abas onde ficava o título em 2008, o GNOME 3 fundiu barra de título e barra de ferramentas numa barra de cabeçalho que o próprio aplicativo desenha, e o macOS e o Windows 11 foram atrás. O nome em geral sobrevive em algum lugar, mas a barra já não é uma barra.