SmartNIC
Placa de rede que pode ser programada para fazer parte do processamento de pacotes por conta própria, em vez de apenas entregar bytes ao processador.
Uma placa comum já faz há tempos o offload de coisas simples, como checksums e segmentação. Uma inteligente assume funções inteiras: as tabelas de fluxo do switch virtual, terminação TLS, RDMA, regras de firewall, compressão. As implementações se dividem em três famílias: ASICs fixos, os mais rápidos, mas que só fazem o que foram feitos para fazer; placas baseadas em FPGA, que podem ser reprogramadas para o que o datacenter precisar; e as baseadas em SoC, com núcleos de uso geral e mais fáceis de desenvolver. Esta última categoria é, na prática, o que se vende como DPU. O ganho se mede em núcleos do host liberados e em menor latência de cauda, já que o pacote não faz a viagem pela memória do host nem pelo tratamento de interrupções.