SHAttered
A primeira colisão pública de SHA-1: dois arquivos PDF diferentes com o mesmo hash, apresentados pelo Google e pelo CWI Amsterdã em fevereiro de 2017.
Ataques teóricos ao SHA-1 existiam desde 2005, mas ninguém havia produzido uma colisão de fato. Marc Stevens e colegas do CWI, junto com a equipe de segurança do Google, conseguiram com cerca de 9,2 quintilhões de cálculos de SHA-1 — o equivalente a 6.500 anos de CPU e 110 anos de GPU. O resultado: dois PDFs de aparência diferente e hash idêntico.
Foi uma colisão de prefixo idêntico, mais difícil de usar como arma do que a de prefixo escolhido que veio em 2020 ("SHA-1 is a Shambles"). Mesmo assim bastou: os navegadores já haviam parado de confiar em certificados SHA-1, e o Git adicionou detecção de colisão e iniciou sua longa migração para o SHA-256.