Sergey Ulasen
O analista bielorrusso de antivírus que encontrou o Stuxnet em junho de 2010 ao investigar por que as máquinas de um cliente iraniano viviam reiniciando.
Ulasen trabalhava na VirusBlokAda, uma pequena fabricante de antivírus em Minsk, quando um cliente no Irã relatou computadores travando e reiniciando. O que ele e o colega Oleg Kupreev extraíram não era um malware comum: espalhava-se por pendrives por meio de uma falha desconhecida na forma como o Windows exibia arquivos de atalho, e seus drivers estavam assinados com certificados roubados da Realtek. A empresa o batizou de Rootkit.Tmphider e avisou a Microsoft.
O alerta circulou em fóruns de segurança, a Microsoft deu-lhe o nome Stuxnet, e só meses depois ficou claro que se tratava de uma arma estatal mirada no enriquecimento de urânio do Irã. Que a ciberarma mais comentada da história tenha sido descoberta num chamado de suporte de uma fornecedora obscura continua sendo uma das histórias favoritas do setor. Ulasen depois foi trabalhar na Kaspersky Lab.