Pixrect
A biblioteca raster da Sun nos anos 1980: um "retângulo de pixels" com uma tabela de operações, para que o mesmo código desenhasse na memória e em qualquer frame buffer, muito antes de o X chegar à Sun.
O Sun-1, de 1982, tinha um display bitmap e precisava de algo para desenhar nele. O Pixrect foi a resposta: uma struct que descrevia um retângulo de pixels por largura, altura e profundidade, mais um ponteiro para uma tabela de funções, de modo que um pixrect de memória e um pixrect espelhando o frame buffer de uma placa gráfica pudessem ser manipulados pelas mesmas chamadas. O coração da biblioteca era pr_rop, uma operação raster no espírito do BitBLT, com extras para linhas, texto com fontes pixfont, pixels avulsos e recorte contra regiões. O SunWindows e depois o SunView rodavam por cima, e o formato de imagem rasterfile da Sun, com seu número mágico 0x59a66a95, era um pixrect despejado em disco.
Cada nova placa gráfica, da monocromática bwtwo às coloridas cgtwo e cgsix, ganhava seu próprio driver na tabela do pixrect, o que deixava os programas independentes do hardware, mas presos à tela local. Quando a Sun migrou para o NeWS e depois para o X11 sob o OpenWindows, a biblioteca virou bagagem: o SunOS 4 a manteve, o Solaris 2 a tolerou e depois a abandonou.