Nicolas Falliere
Analista de malware francês da Symantec que descobriu o que o Stuxnet realmente fazia com os controladores industriais que ele procurava.
A maioria de quem examinou o Stuxnet em 2010 empacou no lado do Windows, com seus quatro zero-days e certificados de assinatura roubados. Falliere, trabalhando no escritório da Symantec em Paris, assumiu a parte menos glamorosa: o código que ele carregava nos CLPs da Siemens. Sem nenhuma experiência em controle industrial, teve que aprender o ambiente de programação da Siemens do zero.
Em novembro de 2010, ele conseguiu mostrar que a carga só era ativada quando o CLP controlava conversores de frequência de dois fabricantes específicos, um finlandês e um iraniano, operando motores numa faixa estreita de velocidades. Isso apontava direto para centrífugas de enriquecimento de urânio. As conclusões viraram o núcleo do W32.Stuxnet Dossier, escrito com Liam O Murchu e Eric Chien.