Disco magneto-óptico
Mídia que grava com calor de laser mais um campo magnético, mas lê de forma óptica pelo efeito Kerr — quase indestrutível e muito popular no Japão dos anos 1990.
A gravação tem dois ingredientes: um laser aquece um ponto da camada magnética acima da temperatura de Curie e, então, um campo magnético fraco define a polaridade desse ponto enquanto ele esfria. A leitura é puramente óptica — a luz polarizada gira num ângulo que depende da magnetização (o efeito Kerr magneto-óptico). A combinação entrega a durabilidade do disco óptico com a regravabilidade do magnético.
A técnica deu vida ao MiniDisc, ao drive de 128 MB do computador NeXT e aos cartuchos MO de 3,5 polegadas da Sony e da Fujitsu (128 MB a 2,3 GB), populares para arquivamento no Japão. Os primeiros discos exigiam uma passada separada de apagamento antes de gravar, até o LIMDOW fazer tudo de uma vez. O CD-RW barato, o DVD e, por fim, a memória flash acabaram com o formato.