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kinput2

Infraestrutura Svenska → Atualizado: 2026-10-10

O servidor de entrada de japonês padrão no X11 por quinze anos: o programa que recebia rōmaji do teclado, pedia kanji a um motor de conversão e entregava o resultado a qualquer cliente X.

Japonês não se digita um caractere por tecla. Você entra com sons, o software propõe caracteres e você escolhe um. No X11 isso exigia um processo à parte, e o processo que quase todo mundo rodava era o kinput2, escrito por Makoto Ishisone na SRA no início dos anos 1990 como sucessor do kinput. O servidor não fazia linguística nenhuma; conversava com um motor em segundo plano, o Canna da NEC, o Wnn da Universidade de Kyoto ou o sj3 da Sony, escolhido na compilação com -canna, -wnn ou -sj3. Shift+Espaço alternava entre japonês e ASCII, um reflexo que todo usuário japonês de Unix tinha nos dedos.

Os clientes encontravam o servidor por meio de XMODIFIERS=@im=kinput2 e falavam XIM com ele, mas o kinput2 era anterior ao XIM e manteve um protocolo próprio em paralelo, de modo que o kterm e variantes antigas do Emacs também funcionavam. O texto trafegava como COMPOUND_TEXT, e a linha de pré-edição podia aparecer dentro do campo de texto ou numa caixinha embaixo do cursor. Quando o IIIMF, o SCIM e depois o IBus assumiram nos anos 2000, não foi porque o kinput2 fosse ruim, mas porque ele só fazia japonês.

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