Kernel Mode Setting (KMS)
Levar a configuração de modo de vídeo — resolução, taxa de atualização, quais saídas ficam acesas — dos drivers do servidor X para o kernel Linux, o que permitiu boot sem cintilação, panics em console gráfico e X sem root, e sem o que o Wayland não poderia existir.
Até 2009, o driver do servidor X programava o controlador de vídeo da placa gráfica por conta própria, a partir do espaço do usuário, como root. Funcionou até que outra coisa quisesse a tela: toda troca para um console de texto era uma mudança de modo completa, com tela preta; um kernel panic ficava invisível porque o kernel não sabia como o vídeo estava configurado; e a suspensão quebrava com frequência porque ninguém conseguia restaurar o modo. A solução foi tornar responsável o subsistema DRM do kernel, que o DRI já usava para renderização. A Intel foi primeiro, com suporte no Linux 2.6.29, em março de 2009; a Radeon veio no mesmo ano e o Nouveau no início de 2010.
O modelo descreve o hardware como framebuffers, planos, CRTCs, codificadores e conectores, e um cliente com acesso a /dev/dri/card0 — o X, um compositor Wayland ou o próprio kernel — os configura por ioctls. O atomic mode setting, no Linux 4.2 em 2015, permitiu trocar a configuração inteira de uma vez, ou testá-la sem aplicar. Com a troca de modo fora do X, o servidor deixou de precisar de root, o que o X.Org 1.16 aproveitou em 2014, e o driver genérico modesetting, que fala KMS e renderiza por meio do Glamor, foi substituindo aos poucos os drivers DDX dos fabricantes. Os compositores Wayland dispensam o X por completo e falam direto com o KMS. As modelines do xorg.conf viraram lembrança na mesma época.