Josh Benaloh
O criptógrafo que dedicou quatro décadas a uma única pergunta: como provar que um voto foi contado corretamente sem revelar qual era?
Benaloh concluiu o doutorado em Yale em 1987, com uma tese sobre eleições verificáveis de voto secreto, muito antes de o voto eletrônico virar assunto político. Seu criptossistema aditivamente homomórfico, uma extensão do Goldwasser–Micali, permite somar cédulas cifradas sem decifrar nenhuma delas individualmente. Em 1994, ele e Dwight Tuinstra mostraram como tornar eleições livres de recibo, de modo que nenhum eleitor consiga provar a um comprador de votos como votou.
O desafio de Benaloh permite que o eleitor peça à máquina para revelar como a cédula foi cifrada e depois a descarte; uma máquina que trapaceia nunca sabe quais cédulas serão auditadas. Na Microsoft Research, ele liderou o trabalho por trás do ElectionGuard, um SDK aberto para eleições verificáveis de ponta a ponta, usado pela primeira vez em uma eleição real em Fulton, Wisconsin, em 2020. Seu argumento central é que o eleitor não deveria precisar confiar na máquina, apenas na matemática.