Tear de Jacquard
O tear que lia o desenho a partir de cartões perfurados — a primeira máquina guiada por instruções intercambiáveis.
Em 1804, Joseph Marie Jacquard, de Lyon, combinou tentativas anteriores de Bouchon, Falcon e Vaucanson em um mecanismo que finalmente aguentou a produção. Cartões de papel rígido são presos em uma corrente sem fim; a cada passada da trama, os furos decidem quais fios da urdidura são levantados. Um desenho que antes exigia um ajudante puxando cordas virou uma pilha de cartões, e uma nova pilha dava um novo tecido sem reconstruir o tear.
É por aí que passa a linha até a computação. O programa fica fora da máquina e pode ser trocado — a ideia que Babbage levou inteira para a Máquina Analítica e Hollerith para o censo. Um retrato de Jacquard, tecido em seda a partir de 24 mil cartões, ficava na sala de Babbage. Os tecelões de Lyon, vendo seu ofício ser racionalizado, ficaram menos impressionados e queimaram alguns dos primeiros teares.