Largura de emissão
Quantas instruções (ou micro-operações) um núcleo de CPU consegue emitir para suas unidades de execução por ciclo de clock. Um núcleo "8-wide" pode iniciar até oito operações de uma vez — uma das medidas mais fundamentais da capacidade de uma microarquitetura.
Papel: a largura de emissão define o teto do paralelismo em um núcleo superescalar. Mais largo = potencialmente mais trabalho por ciclo = IPC (instruções por ciclo) maior, o que dá desempenho sem aumentar a frequência de clock. Mas a largura precisa ser acompanhada de ponta a ponta: o front-end tem de buscar e decodificar instruções suficientes, é preciso ter unidades de execução em número adequado, um ROB grande o bastante e registradores suficientes para renomear — do contrário, a largura fica ociosa. Os núcleos da série M da Apple são famosos pela largura incomumente grande (8+), uma das chaves do IPC alto. Limite: o paralelismo em nível de instrução (ILP) dos programas é finito → além de certa largura, o ganho é decrescente. Intimamente ligada ao projeto superescalar e à execução fora de ordem. Um parâmetro central no projeto de CPUs. Relacionado a superescalar e reorder buffer.