Léxico de TI › Programação › Diagrama de fluxo (1947)

Diagrama de fluxo (1947)

Programação Svenska → Atualizado: 2026-10-05

A notação de Goldstine e von Neumann para planejar um programa antes de codificá-lo — ancestral do fluxograma, menos a maquinaria de prova que se perdeu no caminho.

Na série de relatórios Planning and Coding of Problems for an Electronic Computing Instrument surgiu, em 1947, uma pergunta inédita: como descrever um programa para uma máquina que ainda não existe, de forma que ele se sustente antes de as instruções serem escritas? A resposta foram caixas para as operações e setas para o fluxo de controle — mais dois tipos de caixa que depois desapareceram.

As assertion boxes indicavam o que devia ser verdade num certo ponto do fluxo; as storage boxes registravam onde cada variável ficava. A notação era, portanto, mais do que um desenho: era meia demonstração, vinte anos antes da lógica de Hoare e dos invariantes de laço. Quando a indústria adotou o fluxograma nos anos 1950 e 60, ficou com as caixas e as setas, descartou as asserções e acabou com uma técnica usada sobretudo para documentar, depois do fato, o que o código já fazia.

← Voltar ao léxico