Emulador
Software que imita o hardware de outro computador com fidelidade suficiente para que os programas originais não percebam a diferença.
A forma simples interpreta instrução por instrução, o que é lento mas fácil de acertar. Emuladores mais rápidos traduzem blocos de instruções para o código do próprio hospedeiro em tempo de execução — recompilação dinâmica, a mesma ideia básica de um compilador JIT. A dificuldade raramente está no processador, e sim nos periféricos: imitar um chip gráfico com precisão suficiente para que jogos antigos fiquem certos significa reproduzir também suas manias e bugs.
Os usos vão muito além dos jogos retrô. Instituições de preservação rodam emuladores para que softwares antigos ainda possam ser abertos, desenvolvedores testam apps móveis neles e grandes empresas executam código de mainframe em servidores comuns. Do ponto de vista legal, o emulador em si é lícito — os tribunais americanos decidiram isso nos casos Connectix e Bleem, por volta de 2000 —, já copiar o firmware dos jogos e das máquinas não é.