Acessório de mesa
Pequenos programas, como calculadora, bloco de notas e despertador, que podiam ser abertos pelo menu Apple com um aplicativo de verdade em execução: o jeito de o Macintosh fingir multitarefa em 1984.
O Macintosh original rodava um programa por vez, mas a Apple queria que você pudesse fazer uma conta na calculadora enquanto a carta ficava aberta no MacWrite. A solução, projetada por Andy Hertzfeld, foi escrever as ferramentinhas como drivers de dispositivo (recursos do tipo DRVR) em vez de aplicativos. A Toolbox carregava um deles na memória do aplicativo em execução e lhe entregava uma janela; ao aplicativo bastava repassar os eventos. No menu Apple ficavam Calculadora, Despertador, Bloco de Notas, Key Caps, Álbum de Recortes, Quebra-cabeça, Painel de Controle e Chooser; outros eram instalados no arquivo System com o Font/DA Mover, e o limite era quinze.
O GEM, da Digital Research, adotou o modelo por inteiro: no Atari ST os acessórios ficavam como arquivos .ACC no diretório raiz e apareciam no menu Desk, no máximo seis. A ideia morreu junto com sua razão de existir. Quando o System 7 chegou, em 1991, todos os aplicativos já eram multitarefa, os acessórios viraram programas comuns que por acaso moravam no menu Apple, e o termo caiu em desuso. A necessidade de uma calculadora pequena que flutua sempre por cima foi reinventada depois como widgets, gadgets e aplicativos de barra de menus.