Criptografia convergente
Criptografia em que a chave é o hash do texto claro, de modo que o mesmo arquivo sempre gera o mesmo texto cifrado e pode ser deduplicado sem que o armazenamento jamais veja o conteúdo.
John Douceur e colegas da Microsoft Research a descreveram em 2002 para o sistema de arquivos distribuído Farsite. Dois usuários que guardam o mesmo arquivo derivam a mesma chave e o mesmo texto cifrado, e o servidor mantém uma única cópia. Tahoe-LAFS e Freenet se apoiaram na mesma ideia, e Bellare, Keelveedhi e Ristenpart a formalizaram em 2013 como criptografia presa à mensagem (message-locked encryption).
A pegadinha decorre direto da definição. Quem consegue adivinhar o texto claro consegue calcular o texto cifrado e verificar se ele existe — um ataque de confirmação de arquivo. Se um arquivo tem poucos campos desconhecidos, digamos uma senha numa carta que é padrão no resto, eles podem ser quebrados por força bruta um de cada vez. A criptografia convergente só é segura enquanto o conteúdo for difícil de adivinhar.