CLIM
O Common Lisp Interface Manager, padrão do mundo Lisp nos anos 1990 para interfaces gráficas, em que tudo o que aparece na tela mantém o vínculo com o objeto por trás e, por isso, pode ser clicado.
A especificação foi elaborada pela Symbolics, pela International Lisp Associates e por vários fornecedores de Lisp, entre eles Lucid e Franz, como versão portátil do Dynamic Windows da Symbolics, numa época em que as Lisp Machines estavam de saída e o mercado precisava de uma camada de interface comum nas estações Unix. O CLIM 1 apareceu no início dos anos 1990 e o CLIM 2, o que importa, em 1994. A ideia central é o tipo de apresentação: quando um programa imprime um arquivo, uma data ou um cliente numa janela, o CLIM registra o que aquilo é, e quando um comando passa a esperar um argumento daquele tipo, todos os objetos do tipo na tela se destacam e ficam clicáveis. Os comandos são definidos uma vez e ganham de graça item de menu, forma de teclado e gestos de mouse.
A camada de baixo, com ports e frame managers, devia deixar o mesmo programa à vontade no Motif, no Genera e com cara de Macintosh, o que funcionou tanto quanto promessas assim costumam funcionar. Implementações comerciais vieram com o Allegro CL e o LispWorks; o McCLIM, livre, começou na virada do século e é o que se usa hoje, entre outros por ambientes Lisp que querem desenhar mais do que texto. A ideia de que a saída é dado clicável, e não caracteres, voltou depois com outros nomes, em notebooks e terminais ricos.