Código biquinário
Uma codificação de dígitos emprestada da divisão do ábaco em cincos e uns, para que um relé defeituoso se denunciasse na hora.
Um código biquinário divide cada dígito decimal em duas partes: a parte "bi", que diz se o dígito fica abaixo ou acima de cinco, e a parte "quinária", que escolhe uma entre cinco posições dentro dessa metade. A divisão não foi inventada para a eletrônica — foi copiada do ábaco, em que a conta de cima vale cinco e as de baixo valem um cada. O custo é de sete bits por dígito, um desperdício ao lado dos quatro do BCD.
O desperdício era justamente o ponto. Num dígito biquinário válido, exatamente dois bits estão ligados, um de cada parte. Se um relé emperra ou uma válvula queima, o dígito cai num padrão que não existe na tabela do código, e a máquina pode disparar um alarme em vez de seguir adiante com um número silenciosamente errado. Em máquinas cujos componentes falhavam no meio da execução, isso importava enormemente. O IBM 650 calculava em biquinário, e as máquinas de relés dos Bell Labs usavam o parente próximo "dois de cinco". Quando os componentes ficaram confiáveis, a necessidade sumiu, e o código foi junto.