Adrian Lamo
O "hacker sem-teto" que entrava em redes corporativas a partir de cybercafés e que, mais tarde, entregou Chelsea Manning.
Lamo andava pelos Estados Unidos com um laptop, encontrando proxies mal configurados no Yahoo, na Microsoft e na WorldCom, entre outras. Muitas vezes avisava as próprias empresas sobre o que tinha achado, com frequência por intermédio do jornalista Kevin Poulsen. Em 2002 invadiu a rede interna do New York Times e se incluiu no banco de dados de fontes de opinião do jornal. Declarou-se culpado em 2004 e foi condenado a prisão domiciliar e liberdade condicional.
Em 2010, Chelsea Manning contou a Lamo, num chat, que havia vazado material sigiloso para o WikiLeaks. Lamo procurou o Exército, e Manning foi presa. Parte do mundo hacker nunca o perdoou. Ele morreu em 2018, aos 37 anos.